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Do Narcisismo à Autoestima: Qual é a sua dificuldade de se amar?
Muitas vezes confundimos o barulho do ego com a voz do amor-próprio. Mas, enquanto o narcisismo grita por atenção, a autoestima sussurra aceitação. Iniciar a jornada do narcisismo à autoestima é, acima de tudo, um ato de coragem para olhar no espelho sem máscaras."
Na psicanálise, o amor nasce de uma falta e do desejo de ser amado pelo outro (como a mãe ou o cuidador).
Todos nós precisamos amar e ser amados, essa é a lei Divina. Mas, antes de amar o próximo devemos nos amar, primeiramente, pois só podemos dar o que temos.
Ter um ato de amor próprio é aprendermos a viver bem na nossa própria companhia, nos presenteando e nos cuidando.
Sabendo que a pessoa mais importante somos nós mesmos, depois de Deus, claro!
Procurando ouvir nossa intuição, nossos desejos e procurar não depender do outro, aprendendo a sermos o autor da nossa própria vida.
Quando adquirimos a consciência de que somos suficientes, aprendemos o nosso verdadeiro valor.
Se nós não nos amarmos como vamos amar o outro? O amor tem que ser recíproco.
Para Jacques Lacan, o amor-próprio não é visto como um sentimento natural de autoestima ou um valor inato, mas sim uma construção imaginária e relacional baseada na imagem que formamos de nós mesmos no “espelho” do outro.
Lacan desconstrói a ideia romântica de amor-próprio, situando-o na esfera do narcisismo e no estado do espelho, criando um “Eu” que é uma alienação, pois é uma imagem externa, um reflexo.
Assim, o amor-próprio é, na verdade, um amor por uma imagem que se formou no olhar do outro.
Quem ama só o externo, a capa, não ama a verdadeira natureza do ser, porque não somos só a superfície, somos, também, essência.
A verdadeira beleza não está apenas no que conseguimos enxergar, mas vai muito além.
O que somos, quais são nossos princípios e valores? Tudo isso nos moldam e demonstram nosso verdadeiro valor.
Lacan descreve o amor como um jogo de espelhos, onde buscamos no outro um reflexo de si mesmo.
Ame-se no outro aquilo que falta em si ou a própria imagem idealizada.
O amor próprio narcísico utiliza o parceiro para manter essa imagem interna de perfeição.
O narcisista caracteriza-se por um padrão de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia, que causa prejuízos funcionais e sofrimento na vida do indivíduo e de quem o cerca.
Nesse caso, não estamos falando de amor-próprio, mas de uma doença mental ou, mais precisamente, um transtorno mental crônico.
Porque o transtorno de personalidade narcisista vai muito além da autoestima elevada ou egoísmo, envolvendo uma visão irrealista de superioridade e exploração de outros para benefício próprio.
Incluem necessidade excessiva de elogios, arrogância, inveja, dificuldade em lidar com críticas e sensibilidade à rejeição.
O verdadeiro “amor-próprio” em Lacan não é ser narcisista, mas conseguir lidar com a própria incompletude, aceitando a falta no ser e, assim, sendo capaz de amar o outro em sua alteridade.
Para ele é uma alienação imaginária que precisa passar pela mediação da linguagem (o Simbólico) para não se tornar um aprisionamento narcísico.
Uma frase famosa de Lacan – “Amar é dar o que não se tem”, para mostrar que o amor-próprio não é sobre ter “tudo”, mas aceitar a própria castração e imperfeição.
Pois, a perfeição não existe. Não podemos exigi-la. Todos nós temos algo que precisa ser melhorado, qualidades que devemos enaltecer e construir a nossa melhor versão.
Corrigindo os possíveis erros e defeitos e procurando ser uma boa pessoa primeiramente para nós mesmos.
No fim das contas, a autoestima não precisa de holofotes, apenas de um espelho que reflita quem você é com gentileza.
Migrar do narcisismo para o amor-próprio é trocar a busca por admiração pela conquista da própria paz.
Existe um caminho que todos nós precisamos trilhar em algum momento: o caminho de volta para casa, para dentro de nós mesmos.
Sair da busca incessante pela aprovação alheia e encontrar o próprio valor é o que define a verdadeira liberdade emocional.
Viver para o olhar do outro é uma armadilha silenciosa. A verdadeira virada de chave acontece quando deixamos de buscar o aplauso externo e passamos a cultivar o jardim interno.
É nessa transição - do narcisismo à autoestima - que descobrimos quem realmente somos sob o olhar do Criador.
Afinal, amar-se não é sentir superior, é finalmente se sentir suficiente."
"E você? O que faz para se amar mais?"
“Para trazer as melhores
informações, este texto contou com o suporte de ferramentas de inteligência
artificial para a organização dos dados, contando com minha revisão final e acréscimo
de opiniões pessoais.”
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