Destaques
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Ego: Esclarecimento do conceito sob a ótica popular e psicanalítica.
| "O Ego como mediador: equilibrando os desejos impulsivos do Id (diabinho) e as exigências morais do Superego (anjinho)." |
“Sabe aquela cena clássica dos desenhos, com um anjinho e um diabinho soprando nos ouvidos do personagem?
Muita gente acha que o ‘Ego’ é
o lado ruim dessa história – o orgulho ou o egoísmo. Mas, na psicanálise, o Ego
não é nem anjo, nem demônio. Ele é, na verdade, a pessoa do meio tentando não
enlouquecer com os dois!”
Muitas vezes ouvimos que alguém tem o “ego inflado” ou que precisamos “aniquilar o ego” para sermos pessoas melhores.
Mas,
você sabia que, para a Psicanálise, sem o seu ego você nem sequer conseguiria
atravessar a rua?
Existe uma confusão comum entre o que o senso comum entende por ego e o que Sigmund Freud definiu.
Vamos
esclarecer essas duas visões:
A
Visão Popular: O Ego como Orgulho
No dia
a dia, usamos a palavra “ego” quase sempre como sinônimo de vaidade,
arrogância ou egoísmo.
Nessa visão, o ego seria uma espécie de “vilão” da personalidade, aquela parte que nos faz sentir superiores aos outros ou que busca atenção excessiva.
Por isso, é muito comum ouvirmos em vertentes espiritualistas ou no senso comum que o objetivo da vida deve ser “diminuir” ou “matar” o ego para alcançar a humildade.
A Visão
da Psicanálise: O Ego como Mediador
Já
para Sigmund Freud, o Ego (ou o “Eu”) não é um defeito de caráter, mas
uma função vital da nossa mente.
Imagine
o Ego como um equilibrista ou um gerente de crises. Ele vive pressionado por
dois lados: de um lado o Id (nossos desejos mais primitivos e imediatos) e, do
outro, o Superego (nossas regras morais e exigências sociais).
O papel do Ego para a psicanálise é olhar para a realidade e decidir como agir de forma equilibrada.
Ele é a nossa parte racional, aquela que nos permite satisfazer nossos desejos sem quebrar as regras e sem perder o contato com o mundo real.
A
Diferença Fundamental
Enquanto
o senso comum foca na imagem e no orgulho, a psicanálise foca na capacidade de
decisão e saúde mental.
Para a psicologia, ter um “Ego forte” não significa ser uma pessoa metida ou orgulhosa.
Pelo contrário: significa que você tem uma mente saudável ou suficiente para mediar seus conflitos internos, lidar com frustrações e agir com responsabilidade.
Portanto, enquanto o mundo diz para você “matar o ego”, a psicanálise ensina que você precisa fortalecê-lo para viver de forma funcional e equilibrada.
Conclusão:
Da
próxima vez que ouvir alguém falar em “ego inflado” lembre-se que, por
trás dessa palavra, existe um “gerente” interno trabalhando duro para
manter você em equilíbrio entre o que você quer e o que o mundo permite.
Ter um “ego forte” na psicanálise é algo positivo (saúde mental), ao contrário do que o senso comum pensa.
“Você
já conhecia essa função ‘mediadora’ do ego ou sempre viu apenas como
sinônimo de vaidade e orgulho?”
Me
conta aqui nos comentários!
Referências
bibliográficas:
- FREUD, SIGMUND. O Ego e o Id (1923). Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas, volume XIX. Rio de Janeiro: Imago.
- ZIMERMAN, David E. Fundamentos Psicanalíticos: Teoria, Técnica e Clínica. Porto Alegre: Artmed, 1999.
“Para entender a fundo como o Ego funciona tecnicamente, confira meu guia sobre (Id, Ego e Superego).”
https://psicanaliseemacaopaulacosta.blogspot.com/2026/03/quem-manda-em-voce-o-conflito-entre-id.html
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
"OS FAVORITOS"
Além da Balança: Entendendo os Transtornos Alimentares
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Ouro Líquido: Como o Mel de Abelha Age como um Antibiótico e Anti-inflamatório Natural
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Comentários
Postar um comentário