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O Poder do Perdão
Por que perdoar?
Porque, para mim, é um ato de amor próprio. O perdão faz bem, primeiramente, a nós mesmos. Nem sempre é fácil perdoar, mas é necessário. A vida fica mais leve com o perdão. Você não precisa carregar mágoas e sentimentos ruins por acontecimentos que não foi você quem provocou. Sentimentos assim nos fazem mal, transformando as dores em doenças, insônia, estresse e na falta de paz.
Não deseje vingança, porque a lei do retorno existe e cedo ou tarde cada um vai colher o plantou. Essa é a lei da semeadura.
Devemos sempre extrair o lado positivo até de uma situação injusta, pois, em tudo, há um aprendizado. Com isso, aprendemos a ser mais resilientes e fortes, frente a adversidades da vida. E saber, também, que nada é por acaso. Que cada experiência que passamos foi necessária para o nosso crescimento como pessoas.
Perdoar não é esquecer, mas liberar o peso da angústia da memória. E, também, não significa conviver com quem te prejudicou. A distância é o melhor remédio.
Devemos, também, nos perdoar. Todos cometem erros, errar faz parte da natureza humana e os nossos erros também servem como aprendizagem.
Por isso, temos que sempre ver o lado positivo de tudo que nos acontece, porque serve de lição. De acordo com o ditado popular “Se não for benção, é lição”, que ensina que todo acontecimento, seja como uma dádiva (benção) ou como um aprendizado após um erro ou desafio (lição).
A Filosofia Estoica nos ensina que é tolice esperar que o mundo seja justo ou que as pessoas ajam sempre de acordo com nossas expectativas. Esses pensadores estoicos, há mais de dois mil anos, já compreendiam que perdoar é, antes de tudo, um ato de liberdade pessoal. Como dizem os grandes mestres destacados no vídeo abaixo:
- Marco Aurélio: “A melhor resposta a um ofensor é não se tornar igual ao ofensor.” “Todas as vezes que alguém te fizer mal, lembre-se que essa pessoa age de acordo com sua própria ignorância.”
- Sêneca: “Onde há um ser humano, há uma oportunidade para a bondade (e para o perdão).”
- Epicteto: “Não são as falhas que nos definem, mas sim o que fazemos depois delas.”
“Em última análise, o perdão estoico é um exercício de discernimento. Ao compreendermos que a ofensa alheia diz respeito apenas ao caráter do outro, deixamos de carregar um peso que não nos pertence. Da mesma forma, ao aplicarmos essa clareza sobre nós mesmos, entendemos que o autoperdão não é uma licença para o erro, mas a aceitação de que o passado já não está sob nosso controle, apenas o nosso agir presente está.
É, portanto, através desses ensinamentos que encerro meus apontamentos, na esperança de que a paz interior seja, daqui em diante, a sua única escolha inegociável.”
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